Porque o peso nas mochilas é prejudicial às crianças 

Por Equipa Digiplanet 0 comentários

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, uma mochila escolar não deve pesar mais de 10% do peso de uma criança


Em Fevereiro de 2017, 48000 portugueses assinaram uma petição pública “contra o peso excessivo das mochilas escolares em Portugal”. Conforme com a Deco, que fez um estudo nessa altura pesando 174 crianças e as respetivas mochilas, chegaram à conclusão de que ”66% dos miúdos da amostra transportava às costas mais peso do que o recomendável!”.


“Os pais devem ter um papel pró-ativo e inequívoco na vigilância desta situação, pesando a mochila dos filhos e alertando os professores ou a escola” explicou o coordenador da campanha “Olhe pelas suas costas” numa entrevista ao caderno Life do DN. “Peso exagerado nas mochilas está ligado a contraturas musculares, má postura e excesso de carga os discos da coluna”, comenta o mesmo artigo do DN.


“O transporte repetido de uma mochila pesada pode condicionar, no futuro, problemas graves para as costas das crianças. Para além das dores nas costas de que provavelmente as crianças se queixam no dia-a-dia, este hábito pode provocar um desgaste acrescido da coluna vertebral da criança ao longo do tempo, prejudicando gravemente a sua saúde a longo prazo" esclareceu o neurocirurgião Paulo Pereira ao Sapo Lifestyle.


Muitas vezes estes problemas de coluna vão ficando camuflados já que as crianças e adolescentes muitas vezes não são claros quanto às dores e aos problemas que sentem nas costas. Mas devemos estar atentos aos sinais: se as crianças reclamam quando põem ou tiram a mochila das costas, tem marcas nos ombros ou se queixam que os seus ombros, braços ou mãos ficam dormentes, há que tomar imediatamente uma atitude.



A ilustração do HuffPost, retrata bastante bem estes problemas:

 

Quem primeiro tem que vigiar e gerir o tipo de mochilas e o peso que as crianças levam dentro são os próprios pais.


A campanha Mochila Leve, da Direção geral de Educação, recomenda que os pais sigam as seguintes recomendações:


  • Adquirir mochilas ergonomicamente adequadas
  • Adquirir materiais leves (estojos, cadernos e outros materiais auxiliares). 
  • Optar por cadernos ou dossiês que permitam que se utilize um caderno único ou separadores
  • Optar por mochilas com rodas (tipo trolley). 
  • Se a opção for mochila de alças:
- Usar a mochila carregada à altura do dorso (parte média das costas);
- Usar a mochila às costas com as duas alças sempre colocadas;
- Usar a mochila o mínimo tempo possível às costas; 
- Distribuir adequadamente o material escolar dentro da mochila, colocando o mais pesado junto às costas.
  • Verificar se só são transportados o material escolar e os equipamentos (eletrónicos, informáticos, brinquedos, etc.) úteis e estritamente necessários. 

  • Verificar se o material que já não seja utilizável é retirado da mochila

  • Utilizar materiais leves e sustentáveis, sempre que os alunos levem lanche para a escola.
     
  • Promover ações de sensibilização nas Associações de Pais

 

Em suma, em primeiro lugar os pais têm que assegurar que a mochila que os filhos usam é colocada de forma correta, que transportam estritamente o necessário e que a postura dos seus filhos é a adequada.


Mas alguns cuidados vão competir também à escola e aos professores, como a campanha Mochila Leve lhes recomenda:

 

  • Incentivar o uso dos cacifos, de forma partilhada ou individual, em função da capacidade, permitindo que os materiais mais pesados possam ficar na escola.

  • Distribuir preferencialmente a mesma sala a cada turma, para que os materiais possam ser deixados na sala nos intervalos. 

  • Garantir, sempre que possível, que os manuais fiquem na escola.

  • Planificar as aulas prevendo se os manuais serão utilizados, para evitar que os alunos os transportem para a escola quando não fazem falta.

  • Avisar os alunos sobre quais os volumes e manuais necessários para a aula seguinte, possibilitando que levem apenas o material necessário.

  • Selecionar atividades a desenvolver em casa, quando necessárias, ponderando o material que seja preciso transportar.

  • Planear formas de utilização de cadernos ou dossiês que permitam que se utilize um caderno único ou separadores.

  • Promover o uso partilhado dos manuais, de forma rotativa, alternando o dia em que diferentes alunos levam os livros para a aula.

  • Promover ações de sensibilização em cada escola, envolvendo toda a comunidade escolar


Além destas soluções contribui também a transformação digital dos manuais escolares e do processo de ensino em geral. A existência de manuais escolares digitais, o recurso à internet, para estudo e pesquisa, e aos processadores de texto e folhas de cálculo para a preparação de trabalhos e apresentações, vem permitir novos recursos aos alunos sempre que usados de forma equilibrada.


Mas esta transformação digital vem também exigir novos cuidados: os alunos muitas vezes precisam de levar consigo os computadores para a escola ou universidade, carregando ainda mais peso na mochila


A aquisição de um computador leve mas suficientemente resistente para ser transportado no dia a dia e com o desempenho necessário aos afazeres do estudante põe claramente um desafio aos pais.


A solução dos computadores recondicionados para estudantes (link para artigo: porque um computador recondicionado é ideal para estudantes) vem permitir, a custo baixo, uma qualidade e robustez profissional, que não estaria disponível senão a preços exorbitantes, incompatíveis com os orçamentos familiares da maior parte dos estudantes e acima de tudo constituindo um risco grande já que a perda ou o roubo destes equipamentos não deixa de ser uma preocupação constante para os pais.


Comprar um computador recondicionado, para além de ter um enorme impacto no ambiente, significa para o aluno ter acesso a uma máquina leve, muito mais potente e robusta que a máquina não profissional, em estado praticamente novo, mas a um preço muito inferior.


Afinal, os estudantes são ou não são também profissionais?

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